quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

I bet my life for you


Ela cresceu lendo e assistindo Harry Potter.
De todos os amores ali descritos o seu preferido era entre Tonks e Lupin, ela não sabia bem porque, só sabia que os amava mais que todos os outros.
Ela teve muitos amigos, alguns namorados, mas nunca chegou a amar.
Um dia ela percebeu que um dos seus amigos não estava bem, talvez ela nunca lhe tenha dado atenção suficiente e não tenha percebido que já há muito tempo ele estava assim.
Ela se aproximou, ela o ajudou, ela o aceitou, ela começou a amá-lo. Já ele sempre a amou.

Os amigos quando descobriram os olhavam de forma diferente, ninguém entendia muito bem aquilo.
Ela sempre foi a menina correta, certinha e popular. Ele era só alguém legal e que teve muitos problemas. Eles não combinavam. Afinal, ela merecia alguém melhor. Ele só não merecia ficar sempre sozinho SE ele realmente estivesse melhor.
Ela não se importava com o que falavam; Ele começava a acreditar no que diziam. Ele quis desistir por amor; Ela lutou por eles por amor.
Ela tomou as mãos dele e confiou a sua alegria, seu amor, suas dores, suas vitórias e sua vida a ele. Ele sorriu, a abraçou e mesmo sabendo que não era perfeito e que em algum momento ou em outro a ferida seria inevitável, mas assim como ela o curou uma vez com o amor dela, ele também curaria todas as feridas dela com o amor dele, mesmo que ele fosse quem causasse as feridas.
Eles então deram as mãos, eles nunca mais largaram.
Algumas vezes a única coisa que sustentava seu enlace eram os dedos levemente encostados.
Outras vezes o aperto entre as mãos era tão grande que era possível ver grandes marcas quando elas se soltavam levemente, você até poderia ver as marcas gravadas dos dedos na mão um do outro.
No fim, quando o fim chegou e ele se foi, suas últimas palavras foram sobre o amor, foram sobre eles.
Suas mãos estavam juntas e ela se lembrou daquele casal fictício e longínquo que ela sempre amou porque seu coração sempre pediu um amor como tal.
Para sua felicidade ela o teve. Ela sabia o quanto abençoada tinha sido e quando seus lábios beijaram pela última vez os dele já frios, ela sorriu e agradeceu porque no fim era só esse amor que importava e ele nunca morreria.

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