domingo, 15 de fevereiro de 2015

Calling out across the line

"Oh, no, no, don't leave me lonely now
If you loved me how'd you never learn
Oh, colour crimson in my eyes
One or two could free my mind
(...)
All the voices in my mind
Calling out across the line
All the voices in my mind
Calling out across the line"

- Ed sheeran -

Sabe a frase clichê do John Green que diz que “a dor deve ser sentida”? Pois ela pode conter uma verdade incontestável, mas a mesma carrega todo o poder dessa dor a qual se refere.
Com o tempo eu aprendi a conviver com essa montanha de sentimentos que levo dentro da alma. Até dizia a minha mãe que era quando a tristeza vinha que emaranhada a ela toda a beleza da criatividade me acertava. Continuo a não questionar tal fato, mas talvez só esteja cansada de sentir tudo isso.
Sabe as montanhas intransponíveis? Sabe o sangue que não para de jorrar depois de um ferimento profundo? Sabe aquela doença que não tem cura?
Às vezes é assim que eu vejo todos esses sentimentos, eles podem até me fazer ir além do óbvio, além do comum, me fazer sentir de uma forma que poucos seriam capazes, mas onde foi que eu assinei o contrato concordando em ser assim?
Em que momento eu escolhi ser a pessoa que é inteligente, legal, amiga, mas é uma merda com si mesma porque só consegue ser essa merda consigo mesmo?
Onde foi que alguém me perguntou se eu estava confortável com toda essa instabilidade emocional, física e psíquica? ONDE FOI? PORQUE EU QUERO RETIFICAR ISSO AÍ!
A dor pode até me trazer história, me fazer crescer, me ajudar a escrever, pintar, amar e compreender os outros, mas talvez longe não esteja o momento que ela me fará desistir.

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