quinta-feira, 13 de novembro de 2014

"Onde quer que você esteja, é esse lugar ao qual eu pertenço"

. Pertença .
 | s. f.
1. Parte acessória, dependente de outra, anexa a ela.
2. Propriedade, domínio, atribuição.

 [  per·ten·cer |ê| - Conjugar ]
verbo intransitivo1. Tocar a alguém.
2. Ser propriedade de alguém ou ser devida a alguém (alguma coisa).
3. Formar ou fazer parte.
4. Ser parte integral de.
5. Ser da atribuição ou competência de.
6. Ter relação.
7. Dizer respeito; ser concernente.

De todos os temas que eu poderia escrever, no final das contas o que se fez forte foi a “pertença” foi o sentimento e a vontade de falar sobre o que, para mim, é pertencer a algo.
Sempre que me perguntam como foi a viagem eu dou praticamente a mesma resposta e essa gira em volta de:
“Foi incrível. Eu me senti em casa. Senti que pertencia a um lugar.”
E foi isso, na verdade toda a viagem foi e se fez em volta desse sentimento louco e tão pouco explicável que é ser pertencente a algo.
Uso do mesmo argumento de sempre onde dizia a amigos que nunca senti que realmente pertencia a algum lugar, que não tinha raízes, não tinha casa e que só tinha um lar, que era para onde eu poderia voltar, mas quando eu estive em Londres eu senti que eu pertencia aquilo, aquela terra, aquele mundo.
Pode parecer exagerado e certamente o é, afinal no meu registro deveria ter no rodapé o aviso: “veio ao mundo com o exagero eminente e com a certeza de viver nos extremos.” Eu sou assim e peço encarecidamente que se retire aquele que não se sente confortável com isso.
Por isso quando olhei uma publicação de março de 2013 onde dizia que a única coisa que me fazia ter coragem de continuar a viver era sonhar em um dia conhecer Londres, mas desistia logo após porque sabia que não conseguiria, reconheci naquele desejo e pedido de socorro intrínseco que eu já sabia que naquela ilha no velho mundo morava meu coração, morava uma luz que só acenderia na minha alma quando ali pisasse. E mesmo que na época eu só desejasse mesmo sem acreditar, hoje eu realizei e na sacada daquele museu fui além do desejo e fiz uma promessa a mim mesma.
Hoje eu estou à porta do primeiro passo para realizar meu desejo, não fiz nem metade do que poderia ter feito e se não conseguir, assumirei a culpa da minha negligencia e tentarei de novo, lutarei melhor e darei enfim um novo passo. E se mesmo com minhas faltas conseguir logo agora o que quero, tomarei nas mãos e serei a melhor que posso ser, porque no final eu só posso ser aquilo pelo qual luto para ser.
Digo tudo isso para concluir que eu, hoje, sei o que significa pertencer a um lugar. Sei o que significa pertencer a alguém, mesmo que eu ainda não pertença. E mais que isso, eu sei que se eu pertenço eu preciso fazer parte.


Wherever you are is the place I belong

Nenhum comentário:

Comentário